USA : Charleston onde atirador matou 9 em igreja é considerada ‘sagrada’

Por quê? É a pergunta que não sai da cabeça dos moradores de Charleston. Logo ela, uma das cidades mais hospitaleiras dos Estados Unidos. Fundada no século 17, Charleston respira história. Por lá, em 1861, começou a guerra civil americana: conflito entre os industriais do norte que queriam abolir a escravidão e os aristocratas do sul, que dependiam dos escravos na economia tipicamente agrária.Charleston é a segunda maior cidade da Carolina do Sul, cenário de episódios importantes na história dos Estados Unidos. A cidade se orgulha da tolerância entre as religiões. Igreja onde ocorreu ataque já serviu de palco para Martin Luther King.

 Os prédios coloniais atraem 4 milhões de turistas por ano para a cidade de 120 mil habitantes, que mistura influências inglesas, francesas e africanas. Essa semana, Charleston também estava na rota dos pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos.
Na quarta-feira (17), a democrata Hillary Clinton fez campanha lá. Na sexta-feira (18) seria a vez do republicano Jeb Bush.
 
Charleston é conhecida como “cidade sagrada” porque tem mais de 400 igrejas e se orgulha da tolerância entre as religiões. Já entre brancos e negros, a convivência muitas vezes foi traumática. E o massacre desta quarta-feira (17) reabriu essa ferida.
O alvo do atirador, a igreja Emanuel, foi fundada em 1816 pelos negros. Seis anos depois, eles se rebelaram contra a escravidão – e os brancos incendiaram a igreja. Nos anos 1960, o lugar virou referência do movimento pelos direitos civis. E serviu de palco para o líder Martin Luther King. Com a união da comunidade negra e de muitos brancos, o Congresso Americano aprovou em 1964 a lei federal que criminalizou o racismo.

E, desde quarta-feira, o que Charleston mais quer é reviver o lema da cidade que aparece na bandeira: “Proteger os prédios, os costumes e a lei”. 

Créditos para Globo.com

Originally posted 2015-06-19 13:33:00. Republished by Blog Post Promoter

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